No ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, o Finasa tem a sua representante nipônica em sua equipe de vôlei: a levantadora Ana Tiemi Takagui, de 20 anos, considerada uma das atletas de maior potencial na posição no país. A atleta sansei – neta de japoneses –, que reverencia seus antepassados e até já recebeu convite para jogar no Japão, renovou o contrato para disputar a temporada 2008/2009 pelo atual campeão paulista.
Nascida na cidade de Nobres, em Mato Grosso, a levantadora, de 1,87m, teve êxito em diversas seleções brasileiras de base. Prova disso, foram as conquistas de dois títulos importantes: o Sul-Americano Infanto-Juvenil e o Mundial Juvenil. Já pelo Finasa, ajudou o grupo na conquista do nono título paulista e no vice-campeonato da Superliga de Vôlei, ambos na temporada 2007/2008.
Em sua formação, Ana teve contato direto com a cultura oriental principalmente por intermédio da avó, Hisako Takagui. “Minha família comemorava o réveillon com comidas preparadas especialmente por minha avó. Eram receitas tipicamente japonesas apreciadas em ocasiões especiais”, lembrou a jogadora, que ao longo do tempo perdeu parte das tradições milenares. “Aos 12 anos tive de deixar a família para jogar vôlei. Por isso, alguns vínculos culturais foram perdidos.”
Ana recebeu convites no ano passado para defender equipes do Japão. Ela optou, porém, por integrar o Finasa. “Além de não ter idade para jogar fora do país, prefiro ainda me manter no Brasil. Aqui no Finasa, por exemplo, temos uma estrutura tão boa quanto em qualquer lugar do mundo”, comenta a jogadora, em treinamento com a seleção brasileira de novas, em Saquarema, no Rio de Janeiro, para disputar a Copa Pan-Americana de Vôlei, no México, no final de maio e início de junho.
A jovem levantadora revelada pelo Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, começou no vôlei ao ser incentivada pela mãe Tila, quando tinha 10 anos. Já o pai Toshio Takagui, que também a acompanha no esporte, trabalha há dois anos no Japão e torce à distância pela filha. “Tenho saudades dele. Sempre quando pode, meu pai envia lembranças do país”, lembra. O irmão de Ana, também chamado Toshio, está há quatro anos no Japão.
Seleção japonesa – Para Ana Tiemi, a seleção japonesa possui diversas qualidades. Dentre elas, destaca-se o sistema defensivo. “Como as jogadoras japonesas não são muito altas, elas defendem bastante. Quando se joga com uma seleção assim, tem de ter muita paciência”, apontou. “Por mais que atacamos forte, a bola sempre volta para nossa quadra. A seleção do Japão possui um volume constante de jogo.”
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