Sâmia garante que não chega para acabar com fama de 'amarelonas'
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Se o Rio de Janeiro trouxe Virna de volta às quadras, o Osasco também conta com um reforço importante na reta final da Superliga Feminina. Após perder para o arqui-rival nas decisões do segundo e terceiro turnos, a equipe paulista decidiu contratar a psicóloga Sâmia Hallage, que trabalhou com a seleção campeã olímpica em Pequim.
Há pouco mais de duas semanas, a profissional acompanha todos os treinos do Osasco, que acumula três vice-campeonatos consecutivos da Superliga - todos com derrotas para a equipe de Bernardinho (05/06, 06/07 e 07/08). No entanto, assim como na seleção brasileira, Sâmia garante que não chega para acabar com a pecha de "amarelão" do time.
- É uma coisa que sempre me perguntavam na seleção, mas parece que é mais de fora para dentro. Elas não sentem isso. Nesta Superliga, são duas vitórias em quatro jogos, só que as derrotas foram nas decisões de turno. Não tenho fórmula mágica. Eu vim para somar - afirmou a psicóloga, por telefone.
Sâmia não teve problemas de adaptação no Osasco. Quase todas as jogadoras já passaram por seu divã. Além das campeãs olímpicas Paula Pequeno, Carol Albuquerque, Thaisa e Sassá, a psicóloga esteve por 12 anos nas categorias de base da seleção, onde trabalhou com o técnico Luizomar de Moura, que também comanda a equipe juvenil do Brasil.
- Esse trabalho só é possível se você tem a confiança da comissão técnica, principalmente do treinador. O Luizomar é um líder positivo, e este é um grupo muito forte - elogiou.
Duas vezes campeã mundial juvenil com a ajuda da psicóloga, a oposto Natália garante que a novidade motivou o grupo para buscar mais uma final de torneio antes dos playoffs da Superliga.
- É uma motivação a mais para o nosso time, até porque a maioria já trabalhou com ela. Já temos uma intimidade. Sem contar que é importante ter uma mulher no Osasco, fica mais fácil para levarmos as nossas questões à comissão técnica - lembrou.


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