Ícone do surfe brasileiro vai em busca de título inédito no WQS de Fernando de Noronha, onde competirá mais uma vez junto com o filho Ian, de 16 anos
Fabinh Gouveia em um tubo na Cacimba
Ele enche a boca ao relembrar aquele campeonato, em 1996, quando ficou em terceiro lugar. O cenário era a Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e o resultado, por si só, já seria motivo de orgulho para o paraibano que escreveu grande parte da história do surfe brasileiro. Mas, para Fábio Gouveia, a memória é mais que especial: a prancha que usava fora feita por ele mesmo. Treze anos depois, agora aos 39 e pai de três filhos, Fabinho resgata a paixão que tinha ficado esquecida. Nos últimos meses, tem investido na carreira de shaper. E depois de testar três de suas criações no Havaí, parte para o arquipélago de Fernando de Noronha mais motivado do que nunca. Vai em busca de um inédito título no cinco estrelas da divisão de acesso mundial, o WQS.
A etapa, que comemora dez anos, começa na segunda-feira e vai até domingo na Cacimba do Padre. O vencedor leva dois mil pontos no ranking classificatório ao Circuito Mundial (WCT), o chamado "circuito dos sonhos".
Fabinho entrou no "sonho" do surfe em 1992, quando o WCT foi criado. E a temporada de estreia foi sua melhor: terminou em quinto. No topo do ranking, um louro americano, ainda cabeludo, conquistava o primeiro de seus nove títulos mundiais. E o tal campeão, Kelly Slater, ganhou do paraibano o carinhoso apelido de "Carlos Leite".
Coincidência ou não, Slater, agora aos 36 anos, também se dedica ao design de pranchas. Quando encontra tempo, claro.
- Eu comecei a fazer pranchas na década de 90, mas não tinha tempo. Agora voltei. É meu hobby. Eu sou sócio de uma fábrica, mas pretendo passar a produzi-las em casa - conta Fabinho.
Assim como no ano passado, em Noronha, o surfista competirá junto com o filho Ian, de 16. Mesma família, diferentes idades e objetivos. Ao adolescente, uma chance de ganhar experiência. Ao pai, uma vitória pode significar uma mudança radical de planos.
- Eu não tenho mais objetivo de disputar todo o circuito WQS e lutar por vaga na elite (WCT), mas um bom resultado pode fazer tudo mudar. Quem sabe, né? – diz.
Galeria dos campeões em Noronha:
2008: Raoni Monteiro (BRA-RJ)
2007: Aritz Aranburu (ESP)
2006: Jean da Silva (BRA-SC)
2005: Bobby Martinez (EUA)
2004: Warwick Wright (AFS)
2003: Neco Padaratz (BRA-SC)
2002: Victor Ribas (BRA-RJ)
2001: Fábio Silva (BRA-CE)
2000: Guilherme Herdy (BRA-RJ)


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